Em final inédita, equipe formada por alunos do jornalismo noturno 2007 e 2008 derrotam Imprudência por 7 a 2 e entram para a galeria de campeões do mais tradicional torneio da Escola de Comunicações e Artes
DA REDAÇÃO
Cotado como um dos favoritos ao título da Copa CJE 2010, os Trufados confirmaram as expectativas e venceram com facilidade o Imprudência por 7 a 2, no ginásio do Esporte Clube Vila Mariana, em São Paulo, e se consagraram pela primeira vez como campeões do Departamento de Jornalismo e Editoração da Universidade de São Paulo.
Lanterna na edição 2009 da CJE, o time trufado, que representa a turma do jornalismo noturno 2007, jogou pela primeira vez com sua formação característica de InterECA – ou seja, contou com a participação de quatro calouros diretos do jornalismo noturno 2008, entre eles Rafael Nakamura – um dos craques da equipe de futsal da ECA – e Felipe Lobo – que refazia sua reestreia nas quadras desde a contusão na Copa CJE 2008 de Inverno. Da sala noturna 2007, estavam os sempre presentes Pedro Maino e Chico Laurentiis.
Também bastante desfalcado, o Imprudência – que defende a turma do jornalismo noturno 2005 – também contou com importantes reforços da sala de seus veteranos diretos do jornalismo noturno 2004, entre eles, Diego Junqueira – artilheiro da competição (com 8 gols) e maior artilheiro da era moderna da Copa CJE (57 gols). Dois importantes jogadores imprundentinos não compareceram: Guilherme Balza e Renato Sanchez. Mas o goleirão Leo Zanon e o polêmico Marcelo Mala representaram firmemente a geração original noturna 2005.
A competição
No Grupo A, os Primeiros Campeões confirmaram a posição de cabeça-de-chave e venceram suas três partidas. Como a maioria das equipes, estiveram muito desfalcados – atuaram com um a menos na estreia contra os Açougueiros da Noite, os novatos do jornalismo noturno 2010 – e contaram com jogadores de outras turmas veteranas, como Julián (jornalismo matutino 2000), Caju (jornalismo noturno 2000) e Padeiro (jornalismo noturno 2001). Dentro da chave, os Primeiros Campeões somaram nove pontos e se garantiram na fase final com a segunda melhor campanha do torneio. O Asilo Dona Ana, que representava a turma do jornalismo matutino 2008, ficou na segunda colocação, com seis pontos – incluindo uma goleada por 6 a o, na abertura do campeonato, sobre um desfalcado Lindomar (jornalismo matutino 2005), com quatro gols de Murilo (o maior número de gols de um mesmo jogador nesta edição). Os Açougueiros da Noite, equipe de bixos noturno do ano, garantiram o terceiro posto na tabela, com três pontos – uma vitória sobre o Lindomar, na segunda rodada, que acabou terminando com lanterna da competição.
Os Trufados iniciaram sua trajetória no Grupo B cm uma vitória por 3 a 1 contra a Tropa de Edit. No segundo duelo, um empate por 1 a 1 contra o FC Gringonians São Paulo, um time formado por alunos intercambistas da FEA (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade), que garantiu a classificação para a fase final. No duelo pela liderança do grupo, os Trufados tinham pela frente os bicampeões da Cerca Frango. Cabeça-de-chave, a equipe do jornalismo noturno 2002 fez sua melhor partida na competição e goleou o time trufado por 4 a 1, classificando-se com a melhor campanha da primeira fase. Gringonians e Tropa de Edit decidiram a terceira vaga da chave. Depois de abrir vantagem de dois gols, a equipe do curso de Editoração não conseguiu segurar o resultado, sofrendo dois gols. O empate final classificou o time gringo. A equipe de editoração criticou a arbitragem ao final do duelo decisivo.
O Grupo C contava inicialmente com o XV de São José, mas inexplicavelmente a equipe não apareceu para disputar a Copa CJE, deixando um rombo na tabela, com três partidas a menos na chave, e uma complicação imprevista para definir as vagas do campeonato inteiro, já que a previsão era de que passassem os dois melhores terceiros colocados. Com a não aparição do XV de São José, criou-se um problema na chave, já que suas equipes fariam apenas dois jogos – e não três como nos demais grupos. O primeiro colocado, Imprudência, foi impedido de ficar entre os dois melhores na classificação geral da primeira fase por causa do jogo a menos. Do mesmo modo que os outros integrantes – MRCA e Mal Rindo – tiveram de fazer, em um rearranjo, um jogo extra para decidir quem ficaria com a vaga restante. Sem o XV de São José na disputa, a campanha do Imprudência começou com uma vitória de virada, por 3 a 2 (com três gols de Diego – passando da marca de 50 gols na história da Copa CJE), sobre o MRCA, do jornalismo noturno 2003. Depois, os imprudentinos venceram com facilidade o Mal Rindo, equipe B da turma matutina do jornalismo 2005, e classificaram-se como primeiros da chave, com seis pontos. Outra equipe muito desfalcada, o MRCA – com um jogador a menos – não conseguiu segurar a vitória contra o Mal Rindo, tomando um gol a menos de um minuto do final. Mais tarde, com a necessidade de um jogo-desempate, a equipe aurinegra – com o chegada de última hora de Rafael Veríssimo, seu melhor jogador – goleou por 4 a 0.
As quartas-de-final tiveram três confrontos repetidos na fase de grupos. Na abertura dos mata-matas, os Primeiros Campeões (segunda melhor campanha geral) voltaram a derrotar os Açougueiros da Noite (sétima melhor campanha geral), pelo placar apertado de 3 a 2. O goleiro da equipe caloura, assim como os demais companheiros, criticaram a arbitragem dos juízes Rodrigo e Aldair. Asilo Dona Ana (quarta melhor campanha geral) e Trufados (quinta melhor campanha geral) fizeram um aguardado confronto. Quem se deu melhor foi a equipe trufada, com uma vitória tranquila por 4 a 1. A grande surpresa veio no terceiro duelo da fase. Dona da melhor campanha, a Cerca Frango enfrentou os Gringonians (oitava melhor campanha geral). Com uma forte marcação, os gringos da FEA venceram os favoritos por 2 a 0, deixando a equipe noturna do jornalismo 2002 de fora das semifinais pela primeira vez desde a Copa CJE 2004 – Verão, edição da qual não participaram. No quarto e último confronto, o Imprudência (terceira melhor campanha geral) venceu o MRCA (sexta melhor campanha geral), por 1 a 0, novamente com um gol do carrasco Diego.
A primeira semifinal colocou frente a frente Primeiros Campeões e Trufados, que fizeram um jogo equilibradíssimo. Em dois momentos, o time trufado esteve a frente do marcador (com gols de Edgar), mas Caju empatou a partida no último minuto, levando a decisão para os pênaltis. E aí brilhou o goleiro Gabriel, que pegou três cobranças dos Primeiros Campeões e garantiu os Trufados na grande final da Copa CJE. Na outra semifinal, o Imprudência teve um pouco de dificuldade para furar a forte marcação dos Gringonians. Coube a Bruno, de cabeça, abrir o placar para os imprudentinos, que a partir de adiante, soube ampliar o resultado e se garantir na finalíssima. As baixas, porém, ficaram por conta das contusões de Marcelo Mala e João Estrangeiro. De qualquer maneira, a Copa CJE conheceria um novo campeão.
Final
Trufados e Imprudência disputavam pela primeira vez uma final de Copa CJE. Curiosamente, o melhor resultado até então de ambas equipes tinha sido edição de Inverno em 2008. Por sinal, Trufados e Imprudência chegaram as semifinais, mas foram eliminados. Na disputa pelo terceiro lugar, o time trufado levou a melhor sobre os imprudentinos.
Para a final da Copa CJE 2010, o Imprudência não contaria com Marcelo Mala, que se contundiu na partida semifinal contra os Gringonians. João Estrangeiro jogou no sacrifício. De última hora, o time contou com o reforço do lindomar Fred Viotti. Já os Trufados jogariam com sua equipe completa e estavam mais descansados por terem jogado a semifinal antes do Imprudência.
Com a bola rolando, a primeira chance do jogo foi de Diego. Em jogada característica, o artilheiro imprudentino recebeu passe e bateu a longa distância, mas Gabriel defendeu. Em seguida, o primeiro ataque trufado. Naka conduziu a bola pela lateral e bateu cruzado. A bola morreu no canto esquerdo de Leo Zanon. Os Trufados ampliaram com Edgar, que recebeu bola livre de marcação e tirou o goleiro imprudentino da jogada. O terceiro gol saiu de uma troca de passes no campo defensivo trufado, que terminou com uma ajeitada de calcanhar de Naka para Maino, que mandou uma bomba no gol imprudentino, fazendo um golaço. O Imprudência teve forças para diminuir. Stefano recebeu passe do irmão Diego e deixou o seu. Mas em jogada pela linha de fundo, Naka cruzou na medida para Lobo, de cabeça, marcar o quarto gol trufado. Ainda no final do primeiro tempo, o Imprudência novamente diminuiu, desta vez com Diego, que fazia seu oitavo gol na competição.
O segundo tempo começou com o Imprudência tentando correr atrás do prejuízo no placar. O time tomava iniciativa de atacar, mas se notava que seus jogadores sentiam bastante cansaço. Os Trufados administravam a boa vantagem e atacavam quando necessário. Num desses lances, Naka arriscou da intermediária e marcou o quinto gol trufado. Em seguida, Edgar recebe novamente livre e, com cavadinha, o oportunista artilheiro trufado ampliou a goleada. E em uma jogada bem trabalhada, o mesmo Edgar deixou de calcanhar para Maino sacramentar a vitória trufada e o título inédito de campeão da Copa CJE.
FICHA TÉCNICA DA FINAL
IMPRUDÊNCIA 2 x 7 TRUFADOS
IMPRUDÊNCIA: Leonardo Zanon, Stefano Azevedo, João Estrangeiro [Fred Viotti, emprestado do Lindomar], Bruno Meirelles e Diego Junqueira [contundido, Marcelo Fidalgo "Mala" não teve condições de jogo]
TRUFADOS: Gabriel Fernandes, Rafael Nakamura, Pedro Maino, Francisco de Laurentiis [Bruno Benevides "Matusa"], Edgar Penazzo [Felipe Lobo].
Local: ginásio do EC Vila Mariana, em São Paulo
Árbitros: Rodrigo e Aldair
Gols: Naka 13′ e ’6, Edgar 12′ e 5′, Maino 12′ e 1′ e Lobo 8′ (Trufados); Stefano 12′ e Diego 8′ (Imprudência)
Cartões:
Confira a tabela completa da Copa CJE 2010 aqui.


